Entenda os modelos regulatórios e como cada tipo de instituição se posiciona no Sistema Financeiro Nacional
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) vem passando por profundas transformações nos últimos anos. A modernização regulatória, combinada ao avanço tecnológico e à digitalização dos serviços, abriu espaço para uma nova geração de empresas — mais ágeis, especializadas e com modelos de atuação diversos. Entender os tipos de instituições que operam nesse ecossistema é essencial para quem atua no mercado ou deseja empreender no setor financeiro.
O que é o Sistema Financeiro Nacional (SFN)?
O SFN é a estrutura que regula, organiza e fiscaliza a movimentação de recursos financeiros no Brasil. Ele é composto por conselhos normativos, entidades supervisoras e pelas próprias instituições que executam as operações financeiras — como bancos, cooperativas de crédito, fintechs, IPs, SCDs, SEPs e outras entidades reguladas pelo Banco Central.
No topo dessa estrutura estão o Conselho Monetário Nacional (CMN), que define as diretrizes da política monetária e financeira, e o Banco Central do Brasil (BCB), responsável por autorizar, regulamentar e fiscalizar a maioria das instituições.
Principais tipos de empresas do setor financeiro
A seguir, conheça os principais modelos regulatórios reconhecidos pelo Banco Central e suas diferenças estratégicas:
- Bancos (comerciais, múltiplos, de investimento, etc.)
São instituições financeiras tradicionais, autorizadas a captar depósitos do público e conceder crédito com recursos de terceiros. Oferecem ampla gama de serviços e operam sob regras robustas de capital e compliance.
Perfil: alta regulação, operação ampla e infraestrutura robusta.
- Financeiras – SCF
São as Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento, mais conhecidas como financeiras. Atuam com crédito direto ao consumidor, veículos e outras linhas de financiamento, com foco em pessoa física. Estão sujeitas às regras do COSIF e às resoluções do Bacen.
- Fintechs – SCD e SEP
Com o avanço da digitalização, o Banco Central criou dois modelos específicos para fintechs de crédito:
- SCD (Sociedade de Crédito Direto): empresta com capital próprio via canais digitais. É ideal para empresas que desejam escalar crédito sem captar depósitos.
- SEP (Sociedade de Empréstimo entre Pessoas): modelo peer-to-peer lending, no qual a fintech conecta investidores e tomadores de crédito, atuando como plataforma.
Ambas exigem autorização do Bacen e permitem inovação com regulação proporcional ao risco.
- Instituições de Pagamento – IPs
As IPs viabilizam pagamentos eletrônicos e a movimentação de contas de pagamento. Não podem emprestar com recursos próprios, mas operam com soluções como carteiras digitais, cartões, transferências e Pix.
São modelos amplamente utilizados por fintechs e empresas de meios de pagamento.
- Agências de Fomento
Focadas no desenvolvimento regional, operam com linhas de crédito subsidiadas para setores estratégicos. Têm natureza pública e atuação direcionada.
- Cooperativas de Crédito
Entidades financeiras de natureza associativa. Os próprios cooperados são os donos da instituição. Operam como bancos, mas com foco em desenvolvimento local, inclusão financeira e distribuição de resultados entre os associados.
- DTVMs (Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários)
Intermediam investimentos e atuam como agentes no mercado de capitais. São autorizadas pela CVM e Bacen.
- SCMs (Sociedades Corretoras de Câmbio)
Especializadas na intermediação de operações de câmbio, como compra e venda de moedas estrangeiras.
- Organizações de Microcrédito
Atuam com concessão de microcrédito produtivo orientado, geralmente com foco social e impacto local. Também seguem diretrizes regulatórias específicas do Bacen.
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Por: Marketing Fáciltech I Atualizado em Janeiro de 2026