Com a nova Reforma Tributária, bancos, fintechs e cooperativas enfrentam mudanças profundas nas regras fiscais. Veja o que muda, quais os riscos e como se adaptar com eficiência.
A Reforma Tributária aprovada em 2023 começa a tomar forma em 2026, e seu impacto sobre o sistema financeiro será profundo. Instituições como bancos, fintechs, cooperativas de crédito, IPs, DTVMs e demais integrantes do SFN (Sistema Financeiro Nacional) precisarão se adaptar a novas obrigações, cálculos e regras de apuração, que exigem muito mais das estruturas fiscais e tecnológicas.
Neste artigo, você entenderá as principais mudanças trazidas pela Reforma, como elas afetam o setor financeiro e por que a atualização dos sistemas de gestão é uma etapa essencial para manter a conformidade e a competitividade no novo cenário.
O que muda com a Reforma Tributária para instituições do SFN
1. Criação do IVA Dual
A principal mudança é a substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por dois novos impostos:
• CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): gerida pela União
• IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): gerido por estados e municípios
Para instituições financeiras, no entanto, a forma de cálculo desses impostos será diferente do modelo padrão de “débito e crédito”.
2. Regras específicas para o setor financeiro
Por causa da natureza das operações financeiras — como a prestação de serviços intangíveis, concessão de crédito e spread bancário — o setor operará sob um regime fiscal diferenciado, com características como:
• Base de cálculo presumida ou específica por tipo de operação
• Tributação sobre spreads e receitas financeiras
• Dificuldade em apropriar créditos da CBS e IBS
• Necessidade de nova lógica de precificação e provisionamento
Na prática, isso exigirá reestruturação das políticas fiscais, contábeis e operacionais, além de atualização urgente dos sistemas de gestão e auditoria.
3. Aumento da complexidade nas obrigações acessórias
A Reforma prevê a criação de um sistema unificado de arrecadação e fiscalização, mas o setor financeiro deverá manter cadastros e controles paralelos, dada sua especificidade regulatória. Serão exigidas:
• Declarações específicas para CBS e IBS
• Detalhamento das bases por tipo de produto ou operação
• Registro consistente de tributos diretos e indiretos
• Integração com SPED, COSIF e outras obrigações setoriais
Quais os riscos para quem não se adapta?
A não adequação às novas exigências pode gerar:
• Multas e sanções por falhas ou omissões
• Riscos de autuação e fiscalização retroativa
• Prejuízos operacionais por parametrizações erradas
• Impacto na credibilidade institucional
Além disso, erros de apuração fiscal podem comprometer a governança contábil, dificultar auditorias e afetar indicadores financeiros.
Como sua instituição pode se preparar?
A resposta está em três pilares principais:
1. Planejamento tributário proativo
Revisar a estrutura de tributos indiretos, avaliar o impacto nos produtos financeiros e recalcular margens de operação já são tarefas urgentes.
2. Governança de dados e integração sistêmica
É fundamental que os sistemas contábeis, fiscais e operacionais estejam integrados. A rastreabilidade das informações, a padronização dos lançamentos e a flexibilidade de parametrização serão fatores-chave.
3. Atualização tecnológica contínua
Instituições que ainda utilizam ferramentas manuais ou planilhas descentralizadas terão dificuldades para lidar com o novo modelo.
A tecnologia precisa estar pronta para acompanhar os fluxos de informação, automatizar o compliance e gerar relatórios aderentes ao Fisco.
Como o FacCred apoia sua instituição nesse cenário?
Na Fáciltech, temos acompanhado de perto os desdobramentos da Reforma Tributária. Por isso, o FacCred já é desenvolvido com estrutura fiscal e contábil integrada, permitindo: Parametrização por tipo de operação e regime tributário
Geração automatizada de relatórios fiscais e financeiros
Conformidade com COSIF, SPED, CBS, IBS e Receita Federal
Suporte técnico atualizado com as novas regras
Acompanhamento regulatório para ajustes contínuos
Nosso objetivo é oferecer segurança, eficiência e aderência legal, para que sua instituição possa se concentrar no crescimento, com controle total e sem surpresas.
A Reforma Tributária inaugura uma nova era de desafios fiscais para o setor financeiro. Mas, com o preparo certo, também abre oportunidades de modernização, eficiência e transparência.
Se sua instituição quer garantir conformidade com a nova legislação e operar com tranquilidade em 2026, fale com a Fáciltech. Conheça o FacCred e veja como podemos apoiar sua operação no novo cenário tributário.
Por: Marketing Fáciltech 2026